Oficina envolve trabalhadores do setor e agentes públicos no combate ao trabalho precário e infantil


Evento foi realizado pelo Sindicato, em parceria com o Fundo Brasil de Direitos Humanos e Fundação C&A No dia 17 de outubro, cerca de 100 pessoas (sindicalistas, trabalhadores e trabalhadoras do setor vestuário, agentes públicos e sociais do município de Sorocaba) participaram de uma oficina sobre o combate ao trabalho precário e infantil na indústria da moda. A economista e pesquisadora da Unicamp, Marilane Teixeira, foi a palestrante convidada e apresentou as principais formas de trabalho precário no setor de confecções e como elas possibilitam o trabalho infantil e o descumprimento de direitos e normas do trabalho. A Oficina fez parte do projeto “Estar na Moda é Combater o Trabalho Precário e Infantil”, lançado pelo Sindicato em agosto desse ano e desenvolvido em parceria com o Fundo Brasil de Direitos Humanos e Fundação C&A.

Trabalho a domicílio

“O trabalho de confecções executado em oficinas domésticas é responsável pelo sustento econômico de muitas famílias, mas não deve acontecer de forma precária, sem a garantia e direitos e com mão-de-obra infantil. É preciso estabelecer um diálogo entre trabalhadoras, empresários e poder público para que as condições das costureiras que atuam a domicílio sejam melhoradas”, destacou Paula Proença, presidenta do Sindicato. Representação e garantia de direitos

A Convenção Coletiva do Sindicato estabelece que os trabalhadores/as a domicílio tenham as mesmas condições de trabalho, salários, benefícios e direitos de quem trabalha nas fábricas. “Nosso desafio é encontrar, organizar e representar essas trabalhadoras que estão espalhadas pelos bairros da cidade”, avaliou Proença. Trabalho Infantil Também foi realizada nos dias 18 e 19 de outubro, um curso de capacitação de formadoras para atuarem como agentes multiplicadoras na disseminação de conteúdos acerca do trabalho infantil a domicilio e estratégias de erradicação. Para Márcia Viana, diretora do Sindicato, existe um fator cultural que contribui para o agravamento da situação. “Muitas mães e pais ignoram as consequências do trabalho infantil para a educação e o para o futuro de seus filhos. Culturalmente, para muitos pais, o trabalho é mais importante que a Escola”, lamentou a dirigente.

CONFIRA GALERIA DE FOTOS da oficina do projeto "Estar na Moda é Combater o Trabalho Precário e Infantil", realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores/as nas Indústrias do Vestuário de Sorocaba e Região, em parceria com o Fundo Brasil de Direitos Humanos e Fundação C&A. (Créditos: Vinícius Viana)

Enquanto mães e pais discutiam formas de combater o trabalho precário e infantil na indústria da moda, as criançada participa de oficinas infantis.

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