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Ministro da Educação manda excluir dos livros didáticos temas educativos sobre violência contra a mulher

 

 

As comunidades quilombolas e povos do campo também são temas censurados pela gestão Bolsonaro

 

O Ministério da Educação, chefiado por Vélez Rodrigues, conhecido por relativizar a escravidão e a dizimação dos povos indígenas, chamou a atenção da imprensa por mudar um edital já publicado sobre a aquisição de livros didáticos para as escolas públicas. Em sua versão original, o edital  exigia que que as obras promovessem “positivamente a imagem da mulher, considerando sua participação em diversos trabalhos, profissões e espaços de poder”. Além disso, uma das regras para as editoras é que tivessem “especial atenção para o compromisso educacional com a agenda de não violência contra a mulher”.  Esse último trecho foi excluído do edital que abriu mão também de referências bibliográficas sobre os temas tratados nos livros, o que, segundo especialistas, abre espaço para erros graves. As comunidades quilombolas e os povos do campo também não podem mais ser retratados nos livros didáticos.

 

“De certo, o Ministro considerou que o tema sobre violência contra a mulher é feminista demais para o governo Bolsonaro e que retratar a existência das comunidades quilombolas de pessoas que vivem nas regiões rurais do país seria uma “doutrinação de esquerda”. Um absurdo”, diz Márcia Viana, dirigente do Sindicato e secretária estadual da mulher trabalhadora da CUT/SP.

 

Para Márcia, a obstinação do atual governo contra tudo que considera “pauta da esquerda” vai deixar marcas profundas na sociedade. “A educação, tanto em casa, quanto nas escolas, é a maior esperança da erradicação da violência contra a mulher. Bolsonaro demonstra, com tal atitude do Ministério da Educação, que o combate à violência física e ao assassinato de mulheres não terá espaço em seu governo”, lamenta.

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