Dirigente do Sindicato, Márcia Viana, participou do congresso da CGIL, maior central sindical italia

Em Milão, Sindicalistas reforçaram a campanha por Lula livre e alertaram sobre Bolsonaro

A diretora do Sindicato do Vestuário de Sorocaba, Márcia Viana, participou do 12.º Congresso da CGIL, a maior central sindical Italiana. O evento aconteceu em Milão, entre os dias 22 e 25 de novembro. Viana representou a Central Única do Estado de São Paulo, ao lado de seu presidente, Douglas Izzo.

Os sindicalistas da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), reafirmaram que irão intensificar a campanha internacional pela liberdade do ex-presidente Lula, preso político desde abril. Os dirigentes também manifestaram preocupação sobre as ameaças do presidente eleito Jair Bolsonaro à classe trabalhadora brasileira e convocam as entidades e lideranças de esquerda a se unirem na construção de uma frente de luta internacional contra a ascensão da extrema-direita pelo mundo.

Para os sindicalistas, está cada vez mais evidente que a prisão de Lula ocorreu para que ele fosse impedido de participar das eleições, abrindo caminho para que um projeto neoliberal ganhasse. “Hoje é ainda mais evidente que o encarceramento de Lula foi um assalto às políticas progressistas que melhoraram as condições de vida do povo brasileiro e um ato instrumental para permitir que seus adversários vencessem as eleições. Adversários que possuem os controles da mídia e de setores importantes da economia”, diz trecho do documento.

Participação

Márcia, que é Secretária Estadual da Mulher Trabalhadora da CUT/SP, falou aos congressistas sobre o processo migratório no Brasil. “Havia uma grande expectativa sobre a nossa vinda, pois os companheiros italianos queriam entender o que houve no Brasil que, após um grande crescimento econômico e social, feito durante os governos populares de Lula e Dilma, elege o Bolsonaro. Ao mesmo tempo conseguimos trocar estratégias sobre como atuar diante do avanço de setores da extrema direita, que tem ocorrido por todo o planeta, e que tem acabado com direitos”, afirmou Márcia.

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