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Centrais realizam ato 16 de agosto em defesa do emprego e direitos

August 9, 2016

 

Dirigentes das seis maiores centrais sindicais do País (CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT) organizam para 16 de agosto o Dia Nacional de Luta, com mobilizações em todas as capitais em defesa dos direitos e do emprego. O ato foi decidido na assembleia da classe trabalhadora que reuniu o movimento sindical no último dia 26 e deu origem a um documento que aponta saídas para a retomada do crescimento econômico e a geração de empregos e também faz duras críticas à reforma da Previdência, que prevê paridade na aposentadoria de homens e mulheres, imposição de uma idade mínima para obtenção do benefício e a desvinculação dos reajustes concedidos ao salário mínimo. “Constituem medidas inaceitáveis e contrárias aos interesses mais elementares dos trabalhadores, dos aposentados e beneficiários do sistema previdenciário", afirma o texto das centrais.

 

Para Adilson Araújo, dirigente sindical e presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), as mudanças em curso, lideradas pelo ilegítimo governo de Michel Temer, exigem grande mobilização. “Corremos sérios riscos de retrocesso e não podemos vacilar. O momento cobra unidade e foco na luta por um caminho que possibilite barrar a pauta regressiva que ataca, dia a dia, direitos sociais e trabalhistas históricos”, afirma. Mesmo existindo divergências entre as centrais, elas têm preservado a unidade como instrumento fundamental de luta pela preservação dos direitos. "O 'Fora, Temer!' passou a ser uma questão de sobrevivência", diz Araújo, lembrando que o movimento coordenado das centrais garantiu conquistas importantes, como a política de valorização do salário mínimo. 

 

 O documento também reforça a importância da unidade: "A luta que se deve travar requer organização e mobilização para resistir e combater ameaças ao regime de Previdência e Seguridade Social, às relações de trabalho e emprego e às tentativas de criminalizar os movimentos sociais". Os atos deverão acontecer em pontos tradicionais de manifestação nos municípios e, em São Paulo, será na avenida Paulista, na frente da Federação das Indústrias dos Estados de São Paulo (Fiesp).

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